O Cachorro Mais Caro do Mundo

May 15, 2014 • danielle

O Cachorro Mais Caro do Mundo

Acha que eles são fofos? Bem, se você tiver alguns milhões sobrando na sua conta bancária, eles podem ser seus!
 
Em março de 2014, um incorporador imobiliário da província oriental de Shandong desembolsou $3.2 milhões pelos gêmeos Mastins Tibetanos. Os filhotes de pelo dourado, com 1 ano de idade e já pesando 200 pounds, foram avaliados em $1.9 milhão.
 
Acredita-se que seja a venda de cachorro mais cara da história.
 

A dupla foi vendida por seu criador em uma feira de cães de luxo na província de Zhejiang, localizada na costa leste da China. O comprador pagou na hora com cartão de crédito.
 
Segundo o criador, o filhote tem um temperamento calmo e dócil, mas também fortes instintos de guarda. Ele alerta que o cão latiria e morderia prontamente um intruso desconhecido.

A cor vermelho-dourada é especialmente valiosa em uma raça que já é cara. Um Mastim Tibetano comum é vendido por várias centenas de milhares de dólares. O preço aumenta conforme a qualidade do cão, a admiração do dono e as expectativas do criador.
 
 
Crédito da imagem
 
Os gêmeos não são os primeiros Mastins Tibetanos a ganhar as manchetes por seus preços altíssimos. Um mastim vermelho chamado ‘Big Splash’, ou ‘Hong Dong’ em chinês, foi vendido por $1.5 milhão em 2001. Na época, esse era o maior preço já registrado para um cachorro. Ele foi para a casa de um magnata multimilionário do carvão. ‘Big Splash’ superou outro mastim conhecido como ‘Yangtze River Number Two’, que foi vendido a uma mulher chinesa em 2009 por $600,000.

 
O Mastim Tibetano se tornou um símbolo máximo de status para os novos super-ricos da China, cansados de investir em ações e no mercado imobiliário. Tradicionalmente usados como cães de pastoreio e caça na Ásia Central e no Tibete, esses cães são tão valorizados pelos chineses quanto o panda-gigante. Acredita-se que os cães tenham ‘sangue de leão’ correndo em suas veias.

 
Os cães, devido ao seu grande porte, eram mais do que capazes de enfrentar leopardos e lobos para proteger sua comunidade e seu gado, mas eram conhecidos por usar táticas incomuns, como marcação de território por cheiro, para afastar predadores e evitar o confronto direto. O explorador Marco Polo descreveu os cães como sendo “tão altos quanto um jumento, com uma voz tão poderosa quanto a de um leão.”

 
O Mastim Tibetano já foi popular entre a família real britânica. O rei George IV possuía um par de Mastins Tibetanos no século 19º, que lhe foram dados de presente. Em 1847, o vice-rei da Índia, Lord Hardinge, enviou um mastim chamado ‘Bhout’ para a rainha Victoria. Seu filho, o Príncipe de Gales, importou mais dois, um dos quais, chamado ‘Siring’, foi exibido ao público no Alexandra Palace em dezembro de 1875.

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