Por natureza, os gatos não são animais de muito contato físico. Aceitar o carinho humano é um comportamento aprendido, e alguns gatos têm uma tolerância muito baixa ao toque. Quando esse limite é ultrapassado, os gatos passam a sentir desconforto, em vez de prazer, com os carinhos. Não é de se admirar que nossos pets queiram que a gente pare de enchê-los de amor, mas os humanos muitas vezes não percebem a superestimulação que está acontecendo. Felizmente, os gatos usam uma série de sinais de linguagem corporal para nos avisar quando já receberam carinho suficiente e é hora de dar espaço a eles.
Sinais reveladores de que o bichano está se aproximando rapidamente da sua cota de carinho incluem chicotear o rabo, contrações na pele, mudança na postura corporal, miados ou rosnados, orelhas achatadas e encarar você ou sua mão diretamente. Se o seu gato apresentar qualquer um desses sinais, pare de acariciá-lo imediatamente e deixe-o em paz. Se você continuar fazendo carinho, é provável que ele reaja mordendo ou arranhando, pois, na cabeça dele, já avisou que você deveria se afastar.
Como a agressividade induzida por carinhos é o último recurso de comunicação do seu gato, nunca o castigue por reagir. Na cabeça dele, seu gato já deu muitos avisos para você parar, e todos foram ignorados. Gritar, perseguir ou bater no seu gato só fará com que ele tenha medo de você e prejudicará o vínculo entre vocês. Em vez disso, observe a linguagem corporal do seu gato para entender quando ele está gostando do carinho e quando já teve o suficiente. Encerrar uma sessão de carinho de forma positiva não só faz com que seu gato queira mais, como também garante que o toque físico continue sendo uma parte positiva da relação entre vocês.
Se o seu gato estiver apresentando agressividade induzida por carinhos de forma repentina, talvez seja indicado consultar um veterinário para descartar a dor como causa desse comportamento instável. Gatos com uma área sensível podem reagir quando você toca a região dolorida, por exemplo, por isso é útil descobrir se o bichano tem um abscesso, artrite ou outro problema físico. Também supervisione as crianças perto do seu gato, pois é pouco provável que elas reconheçam os sinais de alerta que antecedem a agressividade induzida por carinhos.
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